
A seguir, apresentamos um conjunto de indicadores que permitem avaliar a situação da primeira infância de todo o país, por análises nacionais, estaduais e municipais. Esses indicadores são divididos em cinco eixos – saúde, nutrição, proteção, parentalidade e educação infantil – conforme metodologia conhecida como Nurturing Care, estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Unicef e Banco Mundial, além de dados demográficos.
Por esses eixos é possível identificar o perfil e a localização das crianças na região, a cobertura e a necessidade de programas de atenção à saúde, dados da mortalidade por causas evitáveis, o estado nutricional das crianças, a vulnerabilidade em relação à pobreza e à violência e o acesso à educação infantil.
É importante notar que os eixos se cruzam: a merenda escolar oferecida nas creches e pré-escolas influi na qualidade da nutrição, a comunicação com professores pode evitar casos de violência doméstica, a visitação de equipes de saúde pode incentivar a matrícula na pré-escola. Por isso é importante que o planejamento das políticas seja feito de forma integrada.
O melhor modo de interpretar essas informações, portanto, é como uma série de fotografias, de diversos ângulos, que permitem visualizar a realidade das crianças como um todo – e ajudam a criar estratégias para promover o seu desenvolvimento pleno.
Todos os dados dos indicadores foram organizador por Datapedia.info
Demografia
População residente estimada total
Esta informação auxilia a compreensão da localidade analisada e, ao ser colocado lado a lado com a população residente estimada de 0 a 6 anos completos, permite melhor entendimento da proporção de crianças vivendo a primeira infância no município, estado ou Brasil. Utiliza-se o dado de população estimada mais recente de 2025.
Fonte: CGI Demográfico/RIPSA e CGIAE/SVSA/Ministério da Saúde
Nota Técnica: População Residente – Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo (2000-2025)
População residente estimada por idade entre 0 e 6 anos
Este indicador apresenta a quantidade e a proporção estimadas de crianças na faixa etária de 0 a 6 anos completos para o ano de 2025, no município, estado ou país. Os números vêm do Ministério da Saúde a partir de um estudo coordenado pela Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) que projetou a população dos municípios por faixa etária e gênero entre 2000 e 2025. Saiba mais sobre os dados populacionais nesta página do Ministério da Saúde. O objetivo desta informação é dimensionar a quantidade e a proporção de crianças vivendo a primeira infância na localidade.
Fonte: CGI Demográfico/RIPSA e CGIAE/SVSA/Ministério da Saúde
Nota Técnica: População Residente – Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo (2000-2025) – filtro por idade simples de 0 até 6 anos.
Saúde
Porcentagem de Cobertura Potencial da Atenção Primária à Saúde
Percentual de cobertura potencial estimada da Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde (SUS). Considera a capacidade de atendimento das equipes de Saúde da Família (eSF), equipes de Atenção Primária (eAP 20h e eAP 30h), equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR), equipes de Consultório na Rua (eCR) e equipes de Atenção Primária Prisional (eAPP).
Este indicador é crucial porque as equipes podem colaborar em várias políticas públicas simultaneamente: alerta para risco de violência contra crianças, incentivo à matrícula na creche e aleitamento materno, cuidados contra obesidade, entre outras. Saiba mais sobre a metodologia de cálculo da capacidade de atendimento das equipes em: https://relatorioaps.saude.gov.br/cobertura/aps
Fontes Primárias: Cobertura Potencial da APS (2021 – atual); População Residente – Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo (2000-2025).
Nota Técnica: O cálculo do percentual utiliza como numerador o total de pessoas em potencial que as equipes da APS do SUS instaladas no território conseguem atender. O valor corresponde à coluna “Qt. capacidade da equipe”, calculada pelo Ministério da Saúde no relatório público “Cobertura Potencial da APS (2021 – atual)”. Para cada ano foi utilizado o mês de dezembro como referência. Como denominador, foram utilizadas as estimativas de população residente por município, idade e sexo (2000-2025) conforme disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Quando a capacidade de atendimento das equipes iguala ou supera a população residente estimada do território, o valor máximo é limitado em “100%”.
Cobertura vacinal infantil
A vacinação é essencial para a manutenção da saúde do ser humano, desde o nascimento. Uma conquista científica que passou a ser fundamental para o avanço na prevenção, controle, eliminação e erradicação das doenças preveníveis.
Apresentamos o indicador de cobertura vacinal e o número de crianças vacinadas para 5 das vacinas infantis do calendário nacional de vacinação. A BCG e a Hepatite B (< 30 dias) são indicadas ao nascer. A Penta (DTP/HepB/Hib) para crianças menores de 1 ano e a tríplice viral para crianças de 1 ano de idade. Saiba mais sobre vacinação na página do governo federal.
Fonte: Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)
Nota Técnica: Os dados de vacinação foram obtidos através do Painel de Cobertura Vacinal do Ministério da Saúde por local de residência do cidadão. A cobertura vacinal corresponde ao percentual do total de pessoas vacinadas sobre o número de nascidos vivos do ano corrente.
Nascidos vivos
O total de nascidos vivos corresponde ao registro de nascimentos por filtro de município de residência da mãe. Este indicador é fundamental como denominador nas análises dos dados de nascimentos, gestantes, vacinas em crianças até um ano de idade, taxa de mortalidade infantil e análise de óbitos, dentre outros relacionados à saúde da gestação e ao puerpério.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS – MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINAS.
Nota Técnica: Registro de nascidos vivos por residência da mãe conforme organizado por MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC. Fonte primária: NASCIDOS VIVOS – BRASIL – DATASUS – Tabnet
Taxa de mortalidade infantil para até 1 ano
A taxa de mortalidade infantil é calculada com base em dados de nascidos vivos e de mortalidade do Ministério da Saúde. Ela representa a taxa de crianças nascidas vivas que morreram com menos de um ano de idade para cada mil crianças nascidas vivas. O indicador traz dados municipais, estaduais e federais.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)
Nota Técnica: Referência para cada 1.000 nascidos vivos e mortes de crianças com até 364 dias.
Porcentagem de mortalidade infantil por causas evitáveis (até 1 ano)
Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), este indicador aponta a proporção de mortes que poderiam ser evitadas em âmbito municipal, estadual ou federal com ações mais eficientes de assistência a gestantes e recém-nascidos, melhores condições de parto, diagnósticos e tratamentos mais precisos ou ações de promoção da saúde.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: Total de óbitos de 1 ano de idade / Óbitos classificados como Causas Evitáveis 1.1. Reduzível pelas ações de imunização, 1.2.1 Reduzíveis atenção à mulher na gestação, 1.2.2 Reduz por adequada atenção à mulher no parto, 1.2.3 Reduzíveis adequada atenção ao recém-nascido, 1.3. Reduz ações diagnóstico e tratamento adequado, 1.4. Reduz. ações promoção à saúde vinc. Aç. At Filtro ativado de 0 a 1 ano de idade
Total de óbitos x óbitos evitáveis (menores de 1 ano)
Relação entre mortes que poderiam ser evitadas e o total de mortes no município, estado ou no país. Normalmente, quanto mais perto as duas curvas estão, menor o nível de desenvolvimento da região. Fortalecer a atenção básica, buscar as diretrizes do Ministério da Saúde e trabalhar na articulação regional em prol da redução de mortes infantis podem ter impactos positivos nesse indicador.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: Total de óbitos de 1 ano de idade / Óbitos classificados como Causas Evitáveis 1.1. Reduzível pelas ações de imunização, 1.2.1 Reduzíveis atenção à mulher na gestação, 1.2.2 Reduz por adequada atenção à mulher no parto, 1.2.3 Reduzíveis adequada atenção ao recém-nascido, 1.3. Reduz ações diagnóstico e tratamento adequado, 1.4. Reduz. ações promoção à saúde vinc. Aç. At Filtro ativado de 0 a 1 ano de idade
Evolução na porcentagem de gestantes com mais de 7 consultas pré-natal
O aumento das consultas pré-natais está diretamente relacionado à diminuição da mortalidade infantil e da mortalidade materna. Daí a importância de que as gestantes do estado ou município façam pelo menos sete consultas – o que pode ajudar a melhorar vários outros indicadores, como aleitamento, mortalidade infantil por causas evitáveis e bebês de baixo peso. Para além do número de consultas, é crucial que o atendimento seja de qualidade, dando acesso as exames necessários e a detecção precoce de riscos.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Total de nascimentos registrados como baixo peso
Este é um indicador de quantas crianças já partem em defasagem no seu processo de desenvolvimento no estado ou município. Pode refletir comprometimento nutricional da mãe e falhas na assistência durante o pré-natal. A prematuridade e as cesarianas também são um importante vetor do baixo peso ao nascer. Investir no fortalecimento da atenção básica, na detecção precoce de fatores de risco e acompanhamento nutricional são medidas que podem contribuir para melhorar esse indicador.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: O baixo peso ao nascer, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), é caracterizado como peso até 2.500 gramas
Porcentagem de crianças de baixo peso em relação ao total de nascidos vivos
Este índice se conjuga com o anterior e traz dados municipais, estaduais e federais. Se o número de bebês que nascem com menos de 2,5 quilos cai, mas a porcentagem deles no total de nascimentos permanece a mesma, o problema não está sendo devidamente tratado. É o que se vê, por exemplo, na curva do país.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: O baixo peso ao nascer, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), é caracterizado como peso até 2.500 gramas
Evolução na porcentagem de partos de mães adolescentes
Este indicador apresenta em gráfico a curva do percentual de mães adolescentes do município junto à do estado ou do país, para análises comparativas.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC
Nota Técnica: Dados referentes ao Nascimento por local de residência da mãe
Total de partos de mães adolescentes
Este indicador aponta para múltiplos desafios no estado ou município. Independentemente dos motivos para a gravidez, ela gera impactos individuais e sociais nas adolescentes e seus filhos. Entre eles, a interrupção precoce dos estudos, riscos de agravos de saúde e mortalidade, além da probabilidade de o bebê viver em um arranjo familiar instável, com maiores desafios para receber os cuidados necessários para seu desenvolvimento pleno.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Total de partos de mães adolescentes por cor/raça
Quanto maior a concentração de mães adolescentes entre as cores/raças identificadas como as mais vulneráveis no estado ou município, maior a necessidade de ações públicas voltadas para essas populações específicas com vistas a romper com a perpetuação das desigualdades.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC
Nota Técnica: Dados referentes ao Nascimento por local de residência da mãe
Razão de mortalidade materna por 100 mil nascidos vivos
A razão de mortalidade materna é calculada com base em dados de mortes de pessoas por causas ligadas à gestação, parto e puerpério (até 42 dias após o parto) por 100 mil nascidos vivos.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: O cálculo da taxa/razão da mortalidade materna deriva da relação entre o número de óbitos maternos e a quantidade de nascidos vivos durante o ano em determinado espaço geográfico, multiplicado por 100 mil. Acesse os dados oficiais do DATASUS aqui.
Nutrição adequada
Aleitamento materno (menores de 6 meses de idade)
Não existe melhor forma de nutrição para um bebê até os 6 meses de idade do que o leite materno. Por isso, quanto maior o índice de aleitamento materno, melhor para o município. Vale destacar que o SISVAN tem baixa cobertura, o que pode afetar a precisão do indicador.
Fonte: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)
Nota Técnica: Os dados dos relatórios do Sisvan são compostos por informações digitadas na plataforma própria e no sistema de gestão do Programa Bolsa Família. Algumas equipes municipais podem não preencher os dados. Eventuais revisões de estimativas podem ocorrer também.
Porcentagem da amostra de crianças (0 a 5 anos) e alturas
Este é o indicador de desnutrição crônica ou stunting (baixa altura para a idade). O gráfico apresenta um retrato da situação das crianças do município ou do estado, em relação às de outros estados e do país. Políticas de combate a esta questão incluem orientação nutricional por parte de equipes de saúde da família e melhora do cardápio em creches e pré-escolas.
Fonte: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)
Porcentagem de peso baixo ou muito abaixo para a idade – 0 a 5 anos
Esse indicador traz a quantidade de crianças que podem estar malnutridas — e, portanto, com o desenvolvimento comprometido — no município ou estado. Políticas de combate a este problema incluem orientação nutricional por parte de equipes de saúde da família e melhora do cardápio em creches e pré-escolas.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: SISVAN Relatórios – CRIANÇAS (de 0 a 5 anos) / Mês: TODOS
Porcentagem de peso elevado para a idade – 0 a 5 anos
Do outro lado do espectro do peso infantil, o fenômeno da obesidade tem crescido. É um sinal de problemas para a saúde da criança, como diabetes ainda na infância e exposição a questões psicológicas e sociais, como bullying. O peso elevado pode indicar má alimentação e sedentarismo, dois fatores que prejudicam o desenvolvimento pleno na primeira infância (assim como na vida toda). Políticas de combate a este problema incluem orientação nutricional por parte de equipes de saúde da família e melhora do cardápio em creches e pré-escolas. O indicador traz o percentual de crianças acima do peso por estado ou município.
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS
Nota Técnica: SISVAN Relatórios – CRIANÇAS (de 0 a 5 anos) / Mês: TODOS
>> Ações de combate aos problemas que os indicadores acima podem apresentar incluem orientação educacional para os pais e priorização de famílias com crianças pequenas nos programas de auxílio ou complemento de renda. Assim como orientação nutricional por parte de equipes do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) e melhora do cardápio em creches e pré-escolas.
Parentalidade
Percentual e número absoluto de registros de nascimento somente em nome da mãe (nome do pai ausente)
O registro da certidão de nascimento, quando o pai for ausente ou se recusar a realizá-lo, pode ser feito somente em nome da mãe que, no ato de registro, pode indicar o nome do suposto pai ao Cartório, que dará início ao processo de reconhecimento judicial de paternidade.
Fonte: Portal de Transparência do Registro Civil
Nota Técnica: Dados de “Pais Ausentes” obtidos no Portal da Transparência do Registro Civil
Proteção
Notificações de casos de violência contra crianças de 0 a 4 anos
Refere-se aos atendimentos médicos de crianças no Brasil, estado ou município que tiveram como causa um ato violento – quase sempre, dada a falta de autonomia das crianças, violência doméstica. Trata-se, portanto, da ponta do iceberg: intui-se que, para cada um desses casos, há uma série de atos violentos que não chegaram ao ponto de exigir atendimento médico. Entre os grandes auxiliares na tarefa de identificar riscos de violência estão os professores de creches e pré-escolas e as equipes do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) ou outros programas sociais.
Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação
Crianças de 0 a 6 anos inscritas no Cadastro Único
Este é um indicador da quantidade de crianças de 0 a 6 anos estão em situação de pobreza no Brasil, estado ou município. Este número é exibido ao lado da estimativa da população de 0 a 6 anos na localidade como forme de demonstrar a proporcionalidade de crianças em situação de vulnerabilidade em relação ao total de crianças do município.
Fonte: SAGI – Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação / Ministério do Desenvolvimento Social
Nota Técnica: Dados de dezembro/2025 obtidos em 30/06/2026 no sistema Vis Data 3.
Crianças de 0 a 6 anos inscritas no Cadastro Único e beneficiárias do Bolsa Família
Este indicador permite observar a proporcionalidade do Bolsa Família na localidade em relação ao total de crianças no cadastro único e em relação ao total de crianças de 0 a 6 anos na localidade. Por ser exibido ao lado do total de crianças no Cadastro Único, permite também visualmente a identificação da quantidade de crianças que ainda não é beneficiária do Bolsa Família.
Fonte: SAGI – Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação / Ministério do Desenvolvimento Social
Nota Técnica: Dados de dezembro/2025 obtidos em 30/06/2026 no sistema Vis Data 3.
Educação infantil
Percentual de atendimento em creches da população de 0 a 3 anos
Está demonstrado que a creche é um poderoso meio de socialização e pode promover estímulos que colaboram para o desenvolvimento pleno dos indivíduos. Isso pode trazer impactos positivos para crianças em situação de vulnerabilidade social. Por isso, a meta nacional do Plano Nacional de Educação (PNE) é atingir pelo menos 60% de matrículas em creches, para crianças de 0 a 3 anos, até o ano de 2036.
Cada município ou estado, no entanto, tem necessidades diferentes, que devem ser diagnosticadas pelo gestor no início do seu mandato para que a expansão de vagas seja realizada de maneira a atender as necessidades específicas da população.
Considera no cálculo somente matrículas de crianças até 3 anos em creche.
Fontes Primárias: Matrículas por faixa etária (Portal INEP DATA); População Residente – Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo (2000-2025).
Nota Técnica: O percentual da população de 0 a 3 anos que frequenta a creche (ou taxa líquida de matrículas) é obtido através da razão entre o total de matrículas de 0 a 3 anos em “creche” (Portal Inepdata – Matrículas por faixa etária) sobre o total da população estimada de 0 a 3 anos (CGI Demográfico/RIPSA e CGIAE/SVSA/Ministério da Saúde). Em alguns casos, o número de matrículas é superior ao total da população daquela faixa etária. Isso ocorre pois em certas regiões as matrículas são realizadas em cidades vizinhas pela disponibilidade das escolas. Nestes casos, o valor máximo exibido é de 100%. No total geral de matrículas estão incluídas educação especial, classes exclusivas e educação indígena. Como denominador, foram utilizadas as estimativas de população residente por município com idade entre 0 e 3 anos conforme disponibilizadas pelo Ministério da Saúde a partir de dados do IBGE.
Percentual de atendimento em pré-escola da população de 4 a 5 anos
Para a pré-escola, a meta é de 100% de matrículas das crianças de 4 e 5 anos, em 2036. Trata-se da primeira etapa obrigatória da educação básica e de uma medida essencial para garantir que todas as crianças brasileiras, independentemente de suas condições socioeconômicas, tenham acesso a boas oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem, desde o início do seu processo educacional formal.
Considera no cálculo somente matrículas de crianças de 4 e 5 anos em pré-escola.
Fontes Primárias: Matrículas por faixa etária (Portal INEP DATA); População Residente – Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo (2000-2025).
Nota Técnica: O percentual da população de 4 e 5 anos que frequenta a pré-escola (ou taxa líquida de matrículas) é obtido através da razão entre o total de matrículas de 4 e 5 anos em “pré-escola” (Portal Inepdata – Matrículas por faixa etária) sobre o total da população estimada de 4 e 5 anos (CGI Demográfico/RIPSA e CGIAE/SVSA/Ministério da Saúde). Em alguns casos, o número de matrículas é superior ao total da população daquela faixa etária. Isso ocorre pois em certas regiões as matrículas são realizadas em cidades vizinhas pela disponibilidade das escolas. Nestes casos, o valor máximo exibido é de 100%. No total geral de matrículas estão incluídas educação especial, classes exclusivas e educação indígena. Como denominador, foram utilizadas as estimativas de população residente por município com idade de 4 e 5 anos conforme disponibilizadas pelo Ministério da Saúde a partir de dados do IBGE.
Matrículas em creches por tipo de dependência administrativa
Este indicador mostra a distribuição da oferta de creches entre as redes municipal, estadual e privada.
A rede privada é segmentada na apresentação em “Rede privada (particular)” que são as escolas que comumente conhecemos como escolas particulares pagas e as escolas em “Rede conveniada (vinculação com poder público)”, que são estão na rede privada, mas em instituições conveniadas com o poder público. Instituições conveniadas são predominante filantrópicas e comunitárias, mas podem também ser confessionais ou escolas administradas por instituições privadas.
Fonte: INEP
Nota Técnica: Dados obtidos através dos microdados do Censo Escolar.
Matrículas na educação infantil
A educação infantil compreende duas etapas, a creche e a pré-escola, sendo a pré-escola a primeira etapa obrigatória da educação básica. Este indicador apresenta os totais de matrículas nestas duas etapas.
Fonte: InepData – Painel de Estatísticas do Censo Escolar.
Nota Técnica: Dados obtidos no “Painel de Estatísticas do Censo Escolar”, do InepData.
Matrículas em creches por cor/raça
Tomando por base que as populações de cor/raça preta e parda são estatisticamente compostas por famílias mais vulneráveis, estes dados permitem avaliar o quanto as creches estão oferecendo oportunidades às crianças que mais necessitam delas. Idealmente, as distribuições de cor/raça deste indicador deveriam espelhar as proporções da população como um todo.
Fonte: InepData – Painel de Estatísticas do Censo Escolar
Nota Técnica: Total de matrículas por cor/raça no nível da etapa de ensino “creche”. Dados obtidos no “Painel de Estatísticas do Censo Escolar”, do InepData.
Matrículas em pré-escolas por tipo de dependência administrativa
Este indicador mostra a distribuição do atendimento das pré-escolas entre as redes municipal, estadual e privada.
A rede privada é segmentada na apresentação em “Rede privada (particular)” que são as escolas que comumente conhecemos como escolas particulares pagas e as escolas em “Rede conveniada (vinculação com poder público)”, que são estão na rede privada, mas em instituições conveniadas com o poder público. Instituições conveniadas são predominante filantrópicas e comunitárias, mas podem também ser confessionais ou escolas administradas por instituições privadas.
Fonte: INEP
Nota Técnica: Dados obtidos através dos microdados do Censo Escolar.
Matrículas em pré-escolas por cor/raça
Tomando por base que as populações de cor/raça preta e parda são estatisticamente compostas por famílias mais vulneráveis, estes dados permitem avaliar onde estão as crianças que faltam para a universalização desta fase da educação básica no estado ou município.
Fonte: InepData – Painel de Estatísticas do Censo Escolar
Nota Técnica: Total de matrículas por cor/raça no nível da etapa de ensino “pré-escola”. Dados obtidos no “Painel de Estatísticas do Censo Escolar”, do InepData.
Estabelecimentos de educação infantil por atendimento
Este indicador demonstra se as escolas são escolas dedicadas à educação infantil ou se fornecem simultaneamente educação infantil com outras etapas da educação básica.
O indicador permite reconhecer, em combinação com os dados sobre matrículas, oportunidades de melhora no atendimento das crianças no estado ou município – seja pelo incentivo à abertura de vagas exclusivas de creche ou pré-escola, seja pelo estímulo a atender os dois tipos de público.
As categorias exibidas seguem os seguintes critérios:
- Somente creche: Todas as matrículas da escola são na etapa creche.
- Somente pré-escola: Todas as matrículas da escola são na etapa pré-escola.
- Creche e pré-escola: A escola possui matrículas em ambas as etapas.
- Educação infantil e fundamental: A escola possui matrículas desde a educação infantil até o ensino fundamental.
- Educação infantil, fundamental e/ou médio: A escola possui matrículas desde a educação infantil até o ensino médio.
Fonte: INEP
Nota Técnica: Dados obtidos através dos microdados do Censo Escolar.