A nutrição adequada vai além de uma necessidade básica: é o principal combustível biológico para o desenvolvimento humano. Nos primeiros seis anos de vida - a primeira infância -, o cérebro e o corpo da criança crescem de forma acelerada, em um ritmo intenso que nunca mais se repetirá. Garantir o aleitamento materno adequado, promover uma introdução alimentar segura e fortalecer o acesso a alimentos saudáveis são ações que formam a base para que a criança desenvolva plenamente o seu potencial físico, cognitivo e imunológico.
No Brasil, a garantia desse direito ainda esbarra em um cenário complexo, marcado por contrastes que coexistem nos mesmos territórios. De um lado, persistem os sinais da escassez, expressos nas taxas de desnutrição aguda (peso baixo) e crônica (baixa estatura). De outro, avançam o sobrepeso e a obesidade infantil, impulsionados por sistemas alimentares que facilitam o acesso e o consumo de produtos ultraprocessados desde o começo da vida. São fenômenos diferentes em aparência, mas que partilham raízes comuns nas desigualdades socioeconômicas, raciais e territoriais, colocando milhões de crianças em situação de vulnerabilidade.
Para compreender este cenário no Brasil, podemos observar três indicadores sobre Nutrição na primeira infância:
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Região Nordeste
Alagoas
Bahia
Ceará
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio Grande do Norte
Sergipe
Região Norte
Acre
Amapá
Amazonas
Pará
Rondônia
Roraima
Tocantins
Região Sudeste
Espírito Santo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Região Sul
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina