A educação infantil, primeira etapa da educação básica — que inclui creche (0 a 3 anos) e pré-escola (4 a 5 anos) —, é um direito constitucional de todas as crianças brasileiras e um pilar essencial para o desenvolvimento e a aprendizagem nos primeiros anos de vida. Estudos mostram que a educação infantil contribui para o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e emocionais, com impactos ao longo de toda a trajetória educacional, reforçando a importância de garantir acesso com equidade e qualidade.
No Brasil, o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036) estabeleceu que o país deve universalizar (100%) a pré-escola até 2028. Também tem como meta alcançar 60% de cobertura na creche e 100% de atendimento à demanda manifesta pelas famílias por vagas nessa etapa. Contudo, os dados nacionais revelam que ainda estamos distantes de cumprir essa promessa. O gargalo é especialmente sensível nas creches, onde a falta de vagas atinge frontalmente famílias monoparentais, mães que precisam retornar ao mercado de trabalho e crianças em maior situação de vulnerabilidade.
Para além do acesso, a qualidade do atendimento (infraestrutura, formação docente, práticas pedagógicas) segue como desafio pouco monitorado no país. Embora existam iniciativas no campo da avaliação da qualidade, produzidas por laboratórios de pesquisa em universidades com apoio da sociedade civil, o Brasil ainda não dispõe de indicadores robustos, com recorte para todos os municípios, sobre essa dimensão.
Para compreender o cenário da educação infantil no Brasil, podemos observar três indicadores:
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Região Nordeste
Alagoas
Bahia
Ceará
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio Grande do Norte
Sergipe
Região Norte
Acre
Amapá
Amazonas
Pará
Rondônia
Roraima
Tocantins
Região Sudeste
Espírito Santo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Região Sul
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina